Se antes era "amor" para cá, "te amo" para lá, agora não tem carinho nem no final do dia, porque o maridão anda muito ocupado tomando uma cervejinha com os amigos (nem sempre muito queridos), ou assistindo ao futebol de domingo. Sexo? De duas vezes por noite passa para... quando foi a última vez mesmo? O marido ficou apático e sem entusiasmo. E assim, somando todas as mudanças que ele trouxe no pacote do casamento, o "felizes para sempre" pode virar "the end". Desistir ou insistir? O Linge Chic trás algumas histórias para que você veja no que essa história pode virar.
Viúva de marido vivo
A corretora Márcia Meireles passou pelo mesmo dilema. "Ele mudou no sentido de estar mais acomodado, não querer sair tanto, ser menos carinhoso, beber demais", conta Márcia. No entanto, ela diz que a mudança foi gradual, que no início é tudo muito bom, mas com o passar do tempo aparecem os problemas.
Um dos tais problemas era o bar que o marido frequentava todo santo dia depois do trabalho, chegando sempre muito tarde em casa. "Eu trabalhava e, quando chegava em casa, ainda tinha que cuidar das crianças, fazer o trabalho doméstico. Me sentia "viúva", sem ter um companheiro com quem conversar, pois ele estava na sinuca com os amigos. Passear com a esposa e filhos? Não dava, estava cansado do trabalho!", lembra a corretora.
Quando ela resolveu fazer outra faculdade, piorou. O maridão dizia que ela não se distraía por opção. E se chega ao ponto de um não entender o que o outro deseja, pronto, qualquer coisinha rende falatório e reclamação. "Ele não entendia que eu encontrava tempo para me divertir, sim, só que eu queria me divertir com ele! Volta e meia era uma discussão e até cheguei a pensar em me separar. Eu pensava (e dizia) ‘não foi para viver assim que eu me casei! Eu queria compartilhar, mas na nossa vida só existe dividir'", conta.
Melhor que a encomenda
O marido de Glaucia Cristina Mathias, designer gráfica, também mudou. Mas para melhor! Quando solteiro, dependia muito da mãe e Glaucia precisava "disputar" atenção e espaço. "Eu tinha que respeitar, mas casado ele está muito mais preocupado comigo. Até o sexo está melhor do que na época do namoro", anima-se. "A cumplicidade, o respeito é muito grande. Sabe o que é gostoso? Ouvir seu marido dizendo que você é perfeita, que não tem do que reclamar. Acho que por se sentir assim ele faz de tudo para me agradar e me deixar feliz. Digo que éramos como duas peças de um quebra-cabeças que estavam frouxas e que se encaixaram, perfeitas, depois do casamento!", derrete-se.
Segundo o psicólogo e terapeuta de casal Eduardo Yavusaki, do Instituto H. Ellis, em São Paulo, não se pode dar bobeira quando o assunto é desleixo. "Homem é um bicho meio estranho. Depois que as coisas estão sob controle, que ele já conquistou a mulher, vem o comodismo. O homem abandona aquele sonho que a mulher tem de viver o romantismo". Segundo ele, é disso que as mulheres mais reclamam. Da falta de carinho, carícias, beijos. Mas, segundo Eduardo, não tem colher de chá: as mulheres também mudam depois do casamento e podem se tornar vítimas do que elas mais criticam nos maridos: acomodação.
Contra esse mal, porém, a cura é simples: tem que manter a relação gostosa. "Se a rotina conjugal já é difícil por si só, imagina sem o tempero do romantismo! Até sexo, o tesão, fica abalado, o que pode abrir portas para terceiros ou terceiras na relação. Por isso, se o casamento não estiver legal, mesmo que seja uma besteirinha te incomodando, sente e converse com o seu homem."
Casamento é uma constante negociação, um jogo - o casal tem que jogar, saber ouvir, falar e também ceder em busca do equilíbrio e de melhoras na relação, sempre com honestidade e respeito.
Afinal de contas, mudar, tudo e todos mudam então que seja para o bem!

